Análise de resultados: o que analisar em um relatório de Marketing Digital?

Quando se trabalha com Marketing Digital a parte mais esperada de todo o trabalho é o resultado. Porém, para se chegar neste ponto é necessário que haja um acompanhamento. É aí que surge a dúvida: por onde começar? O que analisar? De que forma mensurar os resultados neste ambiente digital onde tudo pode ser mensurado?

Junto ao objetivo e persona traçada, é essencial se colocar no lugar do cliente para perceber a forma de medir e apresentar provas relevantes das ações realizadas, afinal o objetivo do relatório de marketing é mostrar e impactar o real valor do Marketing Digital.

E para não se perder em meio a tantas métricas e avaliar o que realmente é importante, vamos te ajudar! Separamos os principais dados para se destacar e otimizar ainda mais sua análise de resultados, que podem ser analisados através do Google Analytics. Vamos a elas:

Geração de leads e visitantes

Na sequência lógica do relatório, vamos analisar o funil de vendas e observar o número de visitantes e leads gerados. Verificar as principais ações realizadas até o momento e o que está gerando conversão também faz parte da análise.

Por exemplo, se você criar uma landing page para determinada campanha/ebook é possível perceber que o assunto é de interesse do público de acordo com o número de conversões realizadas. A taxa de conversão da landing page também é de suma importância: ela indica a relação entre visitantes e leads gerados. Se sua landing page obteve 100 visitantes e gerou 10 leads, a taxa de conversão foi de 10%. Simples, não é?!

Já as visitas mostram quantas vezes o site foi acessado, sem levar em consideração a quantidade de pessoas. Esta se diferencia dos visitantes, os quais indicam a quantidade de pessoas únicas que visitaram o site, independente da quantidade de vezes que o fez.

Origens do tráfego e desempenho dos canais

Quais canais trazem bom tráfego e conversão para o meu site? Pergunta clássica, e um tanto atrativa, não é?  Mas a resposta depende do segmento e objetivo da empresa.

Basicamente para responder esta questão é preciso saber de onde estão vindo o tráfego do seu site. As principais fontes de tráfego são:

  • Busca Orgânica (através do Google e outros buscadores);
  • Tráfego Direto (as pessoas acessam o site digitando o endereço no navegador);
  • Links (outros sites de referência);
  • Campanhas (Tráfego pago);
  • Facebook e outras redes sociais (Tráfego social);
  • Email (Tráfego através das newsletters enviadas).

No entanto, não adianta nada uma fonte de tráfego trazer muitos visitantes se eles não se tornam leads ou clientes. Por isso é fundamental entender quais fontes de tráfego têm convertido melhor, ou seja, onde está meu público-alvo: no Facebook ou Google? É onde iremos investir.

Taxa de conversão

Por que o usuário não converte? Existem vários motivos que podem ocasionar ou não uma conversão, dentre eles estão: marca pouco reconhecida no mercado, preço dos produtos relativamente alto em relação aos concorrentes, forma de envio e chamadas dos calls to action pouco efetivos.

Apesar de ser bastante difícil definir um valor exato para uma boa taxa de conversão através do email marketing, a maioria dos profissionais e escritores do tema concordam que um resultado bom e realista varia entre 1% a 5%.

Lembre-se: mesmo as baixas taxas de conversão podem ser consideráveis se levar em conta que o lucro obtido com estas conversões for alto!

Taxa de rejeição

A taxa de rejeição mostra a porcentagem de pessoas que acessam apenas uma página do site de sua empresa e não continuam a navegação para uma segunda página, ou seja, entre outras coisas, o site não conseguiu conduzir o visitante ao objetivo.

Em resumo, se essa taxa for alta, é preciso uma investigação mais profunda para descobrir se os calls to action não estão sendo eficazes, se as palavras que estão trazendo tráfego estão bem relacionadas ao conteúdo e também se há oportunidades de criar vínculo com o blog de sua empresa.

Ao realizar este acompanhamento da taxa de rejeição, se consegue então pensar em otimizações e planos de melhoria para reduzir a rejeição e possivelmente aumentar a conversão.

Vendas

Exceto nos sites que buscam apenas relacionamento e geração de leads para seus contatos, os demais, como os e-commerces, tem como objetivo principal a venda. É nesta etapa que se avalia o número de clientes conquistados – leads que compraram o seu produto ou serviço.

Analisar o ticket médio também é válido, que se faz pelo valor total das vendas (em reais), dividido pela quantidade vendida (número de pedidos).

ROI

Enfim, chegamos no ROI, (retorno sobre investimento) que representa quanto do valor investido está retornando e gerando lucro ou prejuízo. No caso do marketing de conteúdo, é natural que o resultado final seja crescente, porém baixo nos primeiros meses da estratégia.

Analisar o retorno sobre investimento e agir em cima dos dados encontrados vai muito além de oferecer segurança para a tomada de decisões.

Planejar ações

Achou que tinha acabado? Negativo! Após avaliar as principais métricas acionáveis é hora de colocar em prática e planejar as ações e campanhas.

Este é o momento de otimizar e planejar, avaliar as tendências (previsibilidade para os próximos meses), entender os possíveis concorrentes e aprimorar o Marketing Digital por meio do que está acontecendo no mercado lá fora.

Vale ressaltar que perder tempo com métricas de vaidade não contribui para analisar o que de fato é importante.

Uma boa análise avaliando os indicadores certos, vai proporcionar de maneira clara e objetiva como estão as ações de marketing e para que direção seguir, com base em dados e não no “achismo”.

 

Provar valor no Marketing Digital é essencial! É uma forma de olhar para frente e não somente o histórico, é olhar as tendências e ações futuras. Organizar e compartilhar estas informações com seu cliente (ou o diretor de sua empresa) é o diferencial na geração de valor para o seu resultado. Então, mãos à obra!

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